Gerir as tarifas de um hotel não significa apenas definir um preço, mas interpretar continuamente o que está a acontecer com a procura, compreender quando intervir e, sobretudo, fazê-lo no momento certo. Neste contexto, escolher o Revenue Management System certo torna-se uma decisão estratégica. No entanto, nem todos os RMS oferecem o mesmo nível de análise, controlo e capacidade de intervenção. A diferença não está apenas na tecnologia, mas na qualidade dos dados, na capacidade de os interpretar e na flexibilidade operacional que o sistema garante.
Aqui estão os elementos-chave a considerar para escolher um RMS verdadeiramente eficaz.
Todos os dias, um revenue manager depara-se com uma grande quantidade de informação: o primeiro aspeto a avaliar é, portanto, a capacidade do sistema de fornecer uma visão clara do desempenho. Entre os principais indicadores a monitorizar diariamente estão:
Um RMS evoluído deve fornecer estes dados em tempo real e permitir uma leitura integrada, oferecendo uma visão clara e atualizada da situação.
Um aumento do pick-up em comparação com o ano anterior pode indicar um crescimento da procura e sugerir um aumento das tarifas e/ou a introdução de restrições nas condições de venda, como a definição de um Minimum Length of Stay, o fecho de planos tarifários com desconto ou a redução da disponibilidade nos canais menos rentáveis. Pelo contrário, uma ocupação baixa na presença de uma forte procura de mercado pode evidenciar um problema de posicionamento tarifário ou de visibilidade.
Variações súbitas em datas específicas são sinais que devem ser identificados imediatamente: podem refletir eventos de grande impacto no destino e exigir um ajuste imediato das tarifas. Da mesma forma, uma elevada ocupação alcançada com grande antecedência é frequentemente sinal de um preço inicial demasiado baixo.
Um RMS eficaz permite identificar estes sinais antes que se tornem evidentes, possibilitando agir com antecedência e maior precisão.
Outro elemento fundamental na escolha de um RMS é o nível de controlo que deixa ao revenue manager. Automação e flexibilidade devem coexistir. O sistema deve ser capaz de operar de forma autónoma, mas sempre dentro de limites estratégicos definidos pelo hotel, permitindo intervenções manuais pontuais quando necessário. Um RMS demasiado rígido torna-se uma limitação à estratégia, enquanto um sistema sem funcionalidades como o AutoPilot reduz a eficiência operacional: a escolha certa é uma solução que equilibra ambas as dimensões.
Um sistema avançado deve permitir uma gestão diferenciada dos canais diretos e indiretos. No RMS Blastness, esta abordagem concretiza-se num modelo de Dual Revenue Management que, até à data, representa uma solução única no mercado: um sistema concebido para gerir o pricing de forma dinâmica e distinta entre o site oficial e as OTAs.
Neste cenário, o preço do canal direto não é simplesmente alinhado com os outros canais, mas é otimizado de forma independente para maximizar o rendimento líquido e melhorar o mix de distribuição.
O revenue manager mantém o controlo total da estratégia, definindo corredores tarifários e o posicionamento do site oficial. Dentro destes parâmetros, o algoritmo pode ajustar os preços de forma dinâmica, tendo em conta a procura, o comportamento dos utilizadores e as condições de mercado. O resultado é uma gestão da distribuição mais evoluída e performante, que permite aumentar a rentabilidade global e valorizar de forma concreta o canal direto.
Num mercado cada vez mais competitivo, não é a quantidade de dados que faz a diferença, mas a capacidade de os transformar em resultados concretos. Descubra como o RMS Blastness pode levar a sua estratégia para o próximo nível.